Corações & Mentes

"Se eu quiser proteger meus pés dos espinhos, onde encontrar couro suficiente para cobrir toda o planeta? Mas se eu apenas usar couro sob meus pés é como se toda a Terra estivesse coberta" – Shatideva

Felicidade – Experiência ou Memória

Nessa surpreendente palestra, Daniel Kahneman, psicólogo e Prêmio Nobel da Economia, fala sobre as armadilhas cognitivas que fazem com que seja quase impossível pensarmos sobre felicidade. Como assim????

A primeira armadilha é nossa relutância em admitir a complexidade do tema, queremos simplificar o que é extremamente complicado. Cada pessoa tem uma idéia diferente de felicidade, portanto é muito difícil chegarmos a um consenso.

A segunda armadilha é a confusão que fazemos entre experiência e memória. A diferença entre ter uma vida feliz e estar feliz com sua vida.

Kahneman propõe pensarmos em dois “Eus”, o eu que vivencia as experiências e o eu que recorda-se das experiências.

O eu que vivencia só conhece o presente e seria aquele que responde quando o médico pergunta dói? O eu que recorda seria aquele que lembra de nossas experiências e o que responde quando o médico pergunta como você tem se sentido ultimamente?

O eu que recorda é um contador de histórias e para ele o que importa nas experiências são os momentos significativos, as mudanças de situação e o final. E só! Então se temos duas horas de experiência agradável que terminam com 5 minutos desagradáveis, nossa memória será uma história desagradável.

Por isso, ter uma vida feliz e considerar sua vida feliz – baseado, logicamente, em suas memórias – é muito diferente!

A ilusão de foco é a terceira armadilha quando pensamos sobre felicidade.

Não conseguimos pensar em nada que diga respeito ao nosso bem estar sem distorcermos sua importância.

Quando temos que fazer escolhas baseadas em experiências, adivinha o que conta, a experiência em si ou a recordação da experiência? Nós nunca escolhemos entre experiências, nós escolhemos entre memórias. A maior parte do que vivemos é perdido, sem deixar nenhum rastro!

Apesar da complexidade do assunto, Kahneman e sua equipe parecem terem chegado a uma definição de felicidade.

Para o eu que recorda, felicidade é dinheiro e a realização de objetivos. Para o eu que vivencia, felicidade é passar bons momento com pessoas que gostamos.

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Publicado às 8 de junho de 2015 por em Felicidade e marcado , , , .

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