Corações & Mentes

"Se eu quiser proteger meus pés dos espinhos, onde encontrar couro suficiente para cobrir toda o planeta? Mas se eu apenas usar couro sob meus pés é como se toda a Terra estivesse coberta" – Shatideva

Qual a Sua Estratégia para Lidar com as Emoções?

BuryHead

Emoções são respostas neuroquímicas avassaladoras, que sequestram nossas funções cognitivas e fazem com que nosso comportamento só piore a situação. E depois vem o famoso arrependimento: “Onde é que eu estava com a cabeça?!”

E de quem é a culpa? De ninguém. Nós simplesmente vivemos em uma sociedade que não ensina suas crianças ou adultos a lidarem com as emoções. E na falta de alternativas melhores, usamos de duas velhas e manjadas estratégias, que podem até nos ajudar no calor de uma emoção, mas que no longo prazo podem minar nossos relacionamentos ou até mesmo afetar nossa saúde.

Neste rápido teste, proposto pela da psicóloga americana Susan Davis, podemos ter uma ideia da estratégia que mais usamos.

1. Seu chefe muda alguma coisa no trabalho. É mais provável que você:

A. Ignore usa frustração e raiva. “Daqui a pouco passa e eu tenho mais o que fazer agora”.

B. Pense bem no que vai dizer para os seu chefe, e fique ensaiando o diálogo: “eu vou falar isso, aí ele vai falar aquilo…”

C. Pense um pouco sobre o motivo pelo qual a mudança lhe deixou chateado, agende de conversar sobre isso com seu chefe e volte ao trabalho.

2. Seu filho de 3 anos deixou os brinquedos no chão. Você chega em casa depois de um dia estressante, tropeça em um deles e grita com a criança. Depois, é mais provável que você:

A. Deixe de lado a frustração, pensando: “Está tudo bem, eu só tive um dia difícil.”

B. Fique se culpando a noite toda por ter gritado com seu filho, se perguntando porque sempre faz isso e conclua que é a pior mãe (ou pior pai) do mundo.

C. Sente com seu esposo ou esposa para conversar sobre o seu dia, percebendo que reagiu assim porque estava frustrada com o chefe. E depois dê um abraço no filho, peça desculpa e coloque-o para dormir.

3. Você está passando por um difícil rompimento amoroso. Você…

A. Sai para beber com os amigos para se distrair e talvez até conhecer alguém. Isso certamente vai ajudar a aliviar a dor.

B. Fica em casa se perguntando o que fez de errado e porque seus relacionamentos sempre dão errado.

C. Fica triste por um tempo, depois escreve sobre a experiência ou conversa com um amigo e aprende com isso.

OS REPRESSORES

Se a maioria das suas resposta foi A, sua principal estratégia é reprimir.

Reprimimos nossos sentimentos quando achamos que são um distração indesejada, sentimentos desconfortáveis. Afinal, temos que estar sempre bem, pra cima e fortes, caso contrário é porque somos fracos e vamos afastar as pessoas. Quando pensamos assim, mesmo que inconscientemente, procuramos reprimir nossas emoções.

O problema de reprimir é que nunca acessamos a causa de nossas emoções, vamos empurrando com a barriga até onde der. O problema é que uma hora essa energia dá um jeito de ser liberada e aí o bicho pega: gritamos com o filho, tratando mal o vizinho ou nos envolvendo em uma briga de trânsito por nada. Na pior das hipóteses, nosso organismo canaliza as emoções reprimidas para problemas de saúde e perdemos a energia e a capacidade de fazer as coisas que amamos.

Lembre-se, reprimir faz mal aos relacionamentos e à saúde, invalida os sentimentos alheios, aumenta nossa pressão arterial e a de nosso parceiro!

OS REMOEDORES

Se a maioria das suas resposta foi B, sua principal estratégia é remoer.

Os remoedores querem entender e compartimentalizar sua experiência, botar em uma caixinha (“Já sei: então ele não gosta de mim, é isso! Mas na semana passada ele me mandou flores, o que será que isso quer dizer?…). Cada vez que repassamos uma história na nossa cabeça, mais força ela ganha e mais adicionamos e projetamos coisas que não estavam lá.

O maior problema de ficarmos remoendo situações e sentimentos é que temos a falsa ilusão de estarmos nos esforçando para resolver o problema. Por querermos resolver, pensamos, pensamos e pensamos. Mas no final, não atuamos na raíz do problema, ficamos apenas nos entretendo com a história, amplificando a emoção, nos culpando ou culpando os outros.

Assim como os repressores, os remoedores também vão descontar o que lhes aflige nas pessoas que mais amam, enchendo seus ouvidos de histórias e reclamações até que sofram uma fadiga empática: “Lá vem ela reclamar da mesma coisa”.

A boa notícia é que existem estratégias melhores para lidar com as emoções. Com técnicas de meditação, podemos aprender a acolhe-las e utiliza-las em nosso crescimento pessoal, deixando de nos comportar como crianças grandes e passando a viver na plenitude que surge da maturidade emocional!

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Publicado em 19 de setembro de 2017 por em Sem categoria.
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